A DOR DA ROSA E A DOR DO HOMEM
Fez-se triste, a rosa
Aveludada pétala - Lembrava a tez…
O toque da primeira vez
Sustida, chorosa…
...Triste pelo perfume que não era seu…
Soubera do colibri
Que jurou - Não a vi!
[Disse à rosa]
E como o vento, adentrou o Coliseu…
...E vendo Beatriz
A embelezar o campo triste
Em engano - Talvez em riste
Beijou a Flor de Lis!
E jovem era, flor em broto
Ruborizou! Explicai, os sábios
Porque rubros se tornaram os lábios
E tuas leis, papiro roto!
Nos campos, ouço o pranto dos narcisos
Preteridos aos cabelos lisos
Aqueles fios d'ouros em acenos!
Em minha dor busco o horizonte!
Que mão há de erigir a ponte
A unir meu corpo àqueles braços morenos?
(Dedicado à cantora russa Yasya)
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Observação
1 - “riste” - No texto, está no sentido figurado de “confronto”
2 - “Flor de Lis” - Se refere à Beatriz (a menina no Coliseu)
3 - “narcisos” - Flores de grande beleza e simbolismos, famosa por anunciar a chegada da primavera
André da Costa
Enviado por André da Costa em 14/06/2026
Alterado em 15/06/2026