O SUSPIRO DE VIRGÍLIO
E se perdia, o olhar do Mouro
Esquecido das grandezas, dinares de ouro
Buscava, de sol a sol o fio d'ouro
E nas noites amenas - Mechas morenas…
Volve teus olhos uma vez mais
Eram pequenas as pegadas no cais
Como pés de Helenas…
Incógnitas ondas!
À beira do mar, em infindas rondas
Encorajado pelos mecenas…
… Seguia o Mouro as pegadas
Intuições, vagas
Pecados perdoados em novenas!
Ó destino! Não ditastes todas as linhas
Haverão de ser só minhas
As culpas… Mas também as açucenas!
Ornam, junto ao laço de fita
Enquanto o linho ao vento se agita
Revelando formas - Lúbricas, plenas!
Foram, a açucena e o lírio
Hálito primaveril, o suspiro de Virgílio
Que esquecido das Madonas, provou das Milenas!
(Dedicado a Karishma)
=========
Observação
1 - “Helenas” - Se refere ao termo “pequenas Helenas”, nome carinhoso dado na antiguidade às jovens impúberes
2 - "mecenas" - Os que incentivavam as artes e os poetas
3 - “Madonas” - Se refere às mulheres de grande beleza
4 - “Milenas” - Remete à origem do nome, “graciosidade e pureza, virtude e candidez”
“Colibri,
prova do lírio em broto, e esquecerás as rosas!”
André da Costa
Enviado por André da Costa em 01/02/2026
Alterado em 03/02/2026