NUM PASSADO QUE FICOU
Deixastes na praça
No balanço
Na gangorra
No pula-pula…
A lembrança dos teus risos…
E no chão de terra batida
Na grama mirrada
No muro de Hera
A marca do toque…
Quando a noite vem
E a solidão abraça
Vejo flores que choram!
Dizem ser o orvalho…
… Mas sei que não,
Porque também eu choro…
É saudade!
É dor que não se esquece
É vontade de voltar no tempo
De ser também criança…
Sentar no balanço e esperar!
Quem sabe tudo seja diferente…
E naquele passado que ficou
Tu sentes no balanço ao lado!
André da Costa
Enviado por André da Costa em 05/01/2026
Alterado em 05/01/2026