ENGELINE
Cantava! Como cantava Helena!
E se enamorava do verde, do lábio tinto
Como o ébrio que ama o absinto
Olhos, lábios, e a pureza de Madalena!
Ao longe, perguntava-lhe a rosa branca:
- Vieste ver tua amada?
Canta pois a toada
Infindo o amor na breve palavra franca!
Engeline! Assim a chamavam…
Na vicejante vereda
Tantas vezes o vestido de seda
Foi esperança aos que suspiravam!
Atenas, Afrodite, Hera
Acaso no pórtico suntuoso
Algum coração tão virtuoso
A teus pés se curva e venera?
Pois entre flores e anjos de concreto
Declama no universal dialeto
O que nunca ouviram gregas e troianas!
E como acenavam as pétalas ao vento…
Lembrando, talvez, das juras de casamento
Jamais morre um amor no peito das dorianas!
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O texto retrata um pássaro, que sempre vem nas primaveras cantar por uma menina, a Engeline!
A história da Engeline foi real, e muito triste, esse texto é uma homenagem a ela!
Que o pássaro cante por ti Engeline, e nas primaveras, relembre teu nome!
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Observação
1 - “pórtico suntuoso” - Se refere a entrada do Monte Olimpo
2 - “dorianas” - Remete às mulheres de Dória, região da Grécia Antiga. O nome Dória, era associado a “dádiva de Ísis”ou “dádiva dos deuses”
André da Costa
Enviado por André da Costa em 21/12/2025
Alterado em 22/12/2025