Andre Costa
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Textos
FLOR-DE-LIS
Ah aurora!
Como o sol que toca o postigo
Ermo, buscando abrigo
Pousa o pássaro, o mesmo de outrora…

Se banha, ouro líquido da alvorada
Ensaia um canto à rosa…
Nunca o disse - Não tão formosa
Quanto a inspiração da toada!

Guardava a lembrança
Junto ao azul do céu - Opalas
Também azuis, tão raras
Nunca esqueceu os olhos da criança!

Desdenhava a suma beleza
De montes grisalhos, colinas…
E como ansiava as horas matutinas
Por seu “segundo céu” - Chamava-a Alteza!

Atrevido! Como eu, um plebeu…
No peito a coragem de Perseu
No diminuto coração, flama que se agiganta!

Tempos idos, tinhas a Isolda, Beatriz...
Olhai o Rouxinol, pequena Flor-de-Lis
Mas guarda algo de ti a quem não canta!


                     (Ai de mim que não sei cantar...)

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Observação
1 - “Opalas” - No texto, se refere aos olhos
2 - “segundo céu” - Se refere à menina
3 - "Flor-de-Lis" - Nome carinhoso dado à menina
André da Costa
Enviado por André da Costa em 30/11/2025
Alterado em 01/12/2025
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