O BEIJO DA BRISA
Passou o vento!
Não tocou na rosa
Não brincou com a folha, ciosa,
Que esperava a ciranda, qual rebento!
Não visitou o cume grisalho - Gélida beldade!
Onde a neve, beleza austera
Ri da primavera
Que passa, deixando a saudade!
O sibilar! Como um lamento de quem tem fome…
Há os que, sob a brisa do mar,
Juram ouvir o versejar
E na areia, escrevem um nome!
Talvez, do oeste em prosa
Como o rio busca mar aberto
Amante, madrugada desperto,
Busque o vento do que provou, além da rosa!
Tu, das belezas maestrina
Primaveril - Inda menina
O vento há de ser teu confidente!
Falo em nome da saudade!
Da rosa que chorou a impiedade…
O beijo da brisa à face, é mais ardente!
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Observação sobre este delírio do autor 😄
O texto retrata a ausência do vento (brisa), e seu desprezo pela rosa!
Tudo pelos encantos de uma menina, que rouba sua atenção e presença!
Prefere a brisa a face, do que a pétala!
André da Costa
Enviado por André da Costa em 17/11/2025
Alterado em 17/11/2025