O NOME ESCRITO NA AREIA
Orvalho, sereno
O toque ameno
Pleno
A cura, por vezes, o veneno!
Beijou, sussurrou
Roubou
Impiedosamente suspirou
Renegando a culpa, calou!
Volveu os olhos além
Sem se importar a quem
E como diva do harém
Riu do Beato, do rogo e do amém!
Tocou, com a polidez da mão franzina
A gueixa, a serafina
Apontou Afrodite a Bambina
No alvor, no frescor, a Rosa Prima!
Talvez queira ou não queira
O vinho doce da videira…
Por impiedade ou brincadeira...
Bebeu e ondulou a cabeleira!
Rasguei os versos, jamais
O castigo das Deusas nunca mais!
Mas o nome, escrito nas areias do cais...
Nego apagar em respeito a meus ais!
André da Costa
Enviado por André da Costa em 27/10/2025
Alterado em 27/10/2025