A FOLHA SECA E O TREVO MACHUCADO
Foi-se a folha seca, levada ao vento...
Já não dançava com graça, em acenos
Imaginava os ramos braços morenos
E sonhava das Madonas o dorso opulento!
Quis ser a flor que ornava a tiara - Açucena!
O motivo do suspiro, da saudade...
Sutilmente partilhar a mocidade
O toque da mão sôfrega buscando a melena!
E para onde a levas, junto ao fio sustido
Seja vento ou tempestade
Leva também o trevo ferido, a rogar dignidade
Deita-os aos pés da menina, sob olhar lucido...
Vê? Azul claro que beija a bruma,
Os olhos da menina! Paira ligeiro como a pluma
Imortaliza-te como as Musas de Pompeia...
É preciso reviver teus sonhos d’ouros
A mão seja o afago, e tu a coroa de louros!
Haverão de versejar os tenores a odisseia!
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Observação
O texto expressa o desejo de uma "folha seca e desprezada", desejosa em ser a flor que orna a tiara de uma menina - E novamente, ser vista e admirada!
André da Costa
Enviado por André da Costa em 17/08/2025
Alterado em 17/08/2025