A ROMÃ
Vem, Estrela da Manhã
Tímida, acanhada...
Pássara errante da revoada
Erguem-se os braços embevecidos, pela Romã!
Orfeu, na sabedoria de teus versos, defina
Um raio de sol
O rubro escarlate, o arrebol...
Fala dos olhos dessa menina!
Mas qual! Vivem as Deusas o ciúme...
Não se ouvem por ti arpejos
Esvoaçantes véus, opalas sem cortejos!
Lampadário, negaram teu lume!
Se são tais olhos, opalas ou safiras
Se a voz - O dedilhar das liras
Ó homem, por que deixaste de adorar?
Sara! A que inspirou o rouxinol
O canto naquela manhã que não veio o sol...
Abri-vos o postigo! Há uma luz lá fora a brilhar!
(Dedicado a Sara Kali)
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Observação
1 - “romã” - Fruta tida como da "paixão”, “esperança” e “renovação”
2 - “opalas, safiras” - Se referem aos olhos da menina
3 - "luz lá fora a brilhar" - Se refere a luz emanada por Sara
André da Costa
Enviado por André da Costa em 06/07/2025