Andre Costa
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Textos
A FLOR PRIMAVERIL
Núbio céu, fora assim aos Atlantes?
Vespertino, cedo cobre o rosto o Sol
Inda cantava o rouxinol
Alentando os beijos dos amantes!

Teu brado Poseidon – Ondas revoltas
Que antes beijavam das Divas tornozelos
Nas areias sirenas caídas em desvelos
Levadas, em teus braços envoltas!

Deixai porém, da Terra Suntuosa
Os deslumbres de Platão
Que suspirava em alusão
A Levitas, néctar à alma ciosa!

Leva o ouro, leva a prata!
Mas clemência a essa paixão ingrata
Se junto ao mar for em torvelinho...

... A Flor Púbere, paixão que eclode
Lírio que velei na Ode
E Platão ocultou do pergaminho!

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Observação
1 - “Levitas” - Cantoras, em geral juvenis (conhecidas como pequenas levitas)
3 - “Flor Púbere” -  Está no sentido de “juvenil, primaveril"

O texto retrata as mulheres de Atlântida, continente perdido, o qual Platão tão bem descrevia!
Fala de uma hipotética onda enviada por Poseidon, que arrebatada toda a população, e dentre todos, a "Flor Primaveril" , oculta por ele e "calada", na voz das Odes!
André da Costa
Enviado por André da Costa em 09/03/2025
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