Andre Costa
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ÓSCULO
Álgida, nívea, densa bruma
Véu sobre olhos estupefatos
Ao sopro de zéfiros e a indiferença de Pilatos
Vagava minh ’alma, débil pluma!

Pelos beijos rogava a Saudade, seus suspiros e ais...
Tem-la os deuses, os santos!
Deixando a beleza, morrem os crisantos
Apenas isso, e nada mais!

Afastai pois, a mão do toque
Não há ninguém além do riso...
O toque pravo das amas de Dioniso!
Revelai o mistério as Escrituras de Enoque!

Na ciranda das folhas de outono
A mesma valsa que saudava o Patrono
Mesmo palco, drama, o mesmo horto!

Ah! Gélida tez!  É só o toque da brisa...
Se não foram outrora, os lábios de Elisa
Afastai pela cruz do rosário, o beijo do Morto!

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Observação
1 - "pravo" - No texto está no sentido de "malicioso"
2 - "amas de Dioniso" - Mulheres usadas por Dioniso para seduzir e perverter o homem, nas bodas e festins!
André da Costa
Enviado por André da Costa em 09/02/2025
Alterado em 09/02/2025
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